Alimentação é energia, e energia é vida. Nessa equação cujo resultado é o viver bem, muitas vezes esquecemos dessa fórmula – simples no enunciado, mas de operação complexa no dia a dia. Eis que bons livros ajudam a resolver o problema. Separamos alguns deles para os leitores da Buobooks.
Sucesso com seu programa no canal GNT, a nutricionista Gabriela Kapim reuniu suas ideias num livro essencial para pais e filhos: Socorro! meu filho come mal (LeYa) mostra como melhorar a alimentação de uma família por meio de mudanças feitas na rotina do pai e da mãe. Ela parte da premissa de que melhorias na alimentação das crianças só serão permanentes se toda a família estiver envolvida na mudança.
Segundo ela, muitos pais não percebem quando estão fazendo mal aos filhos, pois foram educados desse jeito. Alguns por desinformação. Outros por desatenção no assunto. E muitos por preguiça mesmo. Afinal, a missão dá trabalho. É sempre mais fácil abrir um pacote de biscoito.
Uma dica: em vez de chegar já com o prato pronto, experimentar dar ao pequeno a autonomia para a montagem. Mas com regras. Por exemplo, ele tem de colocar ao menos uma verdura ou cinco cores: branco, verde, marrom, laranja e vermelho. “Mesmo que ele não coma tudo, a nova já está no prato, que é mais perto da boca dele”, diz ela.
O excesso de produtos ultraprocessados é um dos vilões da alimentação atual. Se Gabriela Kapim concorda, mas chama a atenção para a responsabilidade dos pais, a nutricionista Gisela Savioli alerta: se você pegar um produto industrializado, ler o rótulo e não identificar ali nenhuma comida de verdade nos ingredientes, devolva para a prateleira! É sinal de que aquele produto está repleto de aditivos alimentares que darão um trabalho danado para fazer uma faxina no seu corpo.
Gisela Savioli é autora de outro livro importante sobre o tema – e também presente na prateleira da Buobooks: Tudo posso, mas nem tudo me convém (Loyola). A partir do título de referências bíblicas (é uma referência aos ensinamentos de São Paulo aos Coríntios), ela mostra que o que comemos produz consequências enormes sobre nosso corpo e sobre nossas vidas em geral.
O livro faz várias propostas e traz informações úteis, como aquela que segue os estudos científicos segundo os quais o intestino é o nosso segundo cérebro. Sim, ele tem 9 metros de comprimento e 500 milhões de neurônios. Controla assim muito mais do que faz – e influencia tudo o que você pensa.
A autora lembra que as más práticas e a desinformação nos levam a uma sociedade “obesogênica”. Mas o problema nem sempre é de obesidade. O inverso também é verdadeiro.
A jornalista e youtuber Daiana Garbin que o diga. Sem conseguir se desvencilhar do descontrole crônico diante da comida, ela passou 22 anos buscando um outro corpo. Queria ser magra a qualquer custo.
Para ela, paz e felicidade seriam alcançados somente quando tivesse um corpo magro. Magro, não. Magérrimo. Só pele e osso. Para isso, mergulhou em dietas hiper-restritivas, fez três cirurgias plásticas e procedimentos estéticos agressivos, viciou-se em remédios para emagrecer.
Muito tempo depois descobriu que aquilo tinha nome – era uma doença. Diagnosticada com transtorno alimentar, ela contou sua história em livro, hoje disponível na Buobooks: Fazendo as pazes com o corpo (Sextante).
Nele, recheando seu relato trazendo entrevistas com nutricionistas, psicólogos e psiquiatras, Daiana compartilha sua jornada para superar a doença, a relação doentia com a comida e a obsessão pela forma perfeita. Obsessão que chegava, segundo seu relato, a situações inacreditáveis, como roubar da mãe os remédios para emagrecer, chorar de culpa por causa de uma simples refeição ou faltar ao casamento de um amigo por vergonha dos convidados.

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